terça-feira, 6 de abril de 2010

VALE APENA VER "Danny MacAskill April 2009"

Respostas
Quando estou na minha BIKE eu não paro a pensar muito sobre as pessoas que estão me observando. Eu escuto muita música, eu tento manter minha mente concentrada; tento me divertir ou experimentar coisas novas ao invés de impressionar as pessoas.
Dito isto, algumas das respostas que tive de meus vídeos e shows têm sido muito legal! Eu gosto de pular de qualquer maneira, mas quando vejo que outras pessoas apreciar e desfrutar o que estou fazendo é um bônus, com certeza.

Scott Scale Nino Schurter


Aconteceu entre os dias 27 de fevereiro e 7 de março a Maremma Cup, primeira prova da temporada com alguns dos grandes nomes do MTB mundial. Organizada por Thomas Frischknecht, o evento é uma série de corridas na Maremma (região situada entre a Toscana e Lazio). Como primeira “aparição” das equipes Scott e Merida, podemos ver as já divulgadas Meridas 2011 em plena ação, como também, uma idéia do que a Suiça Scott lançará durante o ano. Exemplo é a nova bike de Nino Schurter, com uma pintura branca com muitas listras do mundial, a nova Suspensão DT Swiss XRC WC e insígnias da marca modificada. Confira a seguir fotos do evento e da nova bike.

Circuito Rio do Sul de MTB 2010 - 1ª Etapa


Data: 18/04/2010
Local: Bituin Bar e RestauranteCidade: Rio do Sul / SC
Telefone: (47) 3522-6666Organizador: Expedição Aventura Site do Evento: http://www.expedicaoeaventura.com.br/

Programação

Sábado dia 17 de abril* 20h00 às 22h00 - Retirada de kit e acerto de documentação. O Bituin estará aberto para quem quiser jantar. Aproveitem para fazer uma alimentação com muito carboidrato para desta forma o “pedal” de domingo render mais.
Domingo dia 18 de abril* 07h00 às 08h00 - Retirada de kit e acerto de documentação * 08h30 – Largada. A largada será balizada até certo ponto. Neste local, com todos parados, será feita a largada na seguinte ordem: Elite, Sub-30, Sub-23 e Júnior, 3 minutos depois todas as Máster e 3 minutos depois Amadores e Feminino.* 11h30 às 13h00 - Almoço (Buffet à kilo). O Bituin Bar e Restaurante oferecerá mais uma vez o serviço de almoço neste dia com um cardápio bastante variado (buffet por kilo).
Gostaríamos sinceramente de convidar todos a almoçarem no Bituin, primeiramente para prestigiarem um dos nossos principais apoiadores e também para fazermos deste almoço um grande momento de confraternização entre os atletas e a organização, momento em que sempre conseguimos colher algumas sugestões para melhorar cada vez mais e mais e mais e mais.

quinta-feira, 11 de março de 2010

FAXINAL DO BEPE 4

Bepe 4
Mais uma vez os Pedaludos estiveram no Bepe, na casa de D.Fortunata, um pedal memorável de causar inveja a qualquer um vivente, onde a natureza do trajeto se perde na imensidão do verde e no encanto da mata do Parque Nacional da Serra do Itajaí. Uma recepção calorosa, onde a ovelha contemplou o cansaço e a cama com colchão de palha recebeu o corpo com aconchego do lugar, quem não foi perdeu, e quem quiser ir não demore, porque logo aquela família vai ter que dar lugar a Natureza. Parabéns aos Pedaludos e em especial ao pedaludo Sergio que é o organizador e desbravador dos pedais.

Nutrição: Perder peso é a alternativa para ganhar um Tour

Ciclistas da elite do ciclismo mundial como Lance Armstrong e Bradley Wiggins encontraram uma alternativa para melhorar o desempenho, perder peso! (Joel Saget / AFP / Getty Images)
Ao longo dos últimos anos temos visto ciclistas profissionais do Tour de France fazendo mudanças significativas em sua composição corporal, resultando em melhorias no desempenho.
Lance Armstrong é o exemplo óbvio, Bradley Wiggins também fez em seu físico, uma mudança bem clara este ano.
Durante o Tour 2009, Wiggins disse: "Em comparação com o Tour 2007, a minha perda de peso significa que eu estou levando o equivalente a seis sacas de açúcar de menos montanha a cima. Perder peso é tudo o que eu posso fazer para me dar a melhor chance na escala que não tomar drogas. "
Como é que os ciclistas pro perdem os quilos?
De acordo com o seu livro O programa Lance Armstrong Performance, Armstrong conta cuidadosamente as calorias que consome, pesar o alimento ou estimar as calorias necessárias com base no seu tamanho.
Ele também planeja o tempo suas sessões de treinamento com cuidado, começando com longos treinos às 11h, pedalar antes do almoço tira a vontade de comer, além do mais você terá que comer barras energéticas ao longo do treino para ganhar energia e fará a sua fome diminuir, antes de retornar para o almoço Lance pedala em torno de 4 horas.
Wiggins, também treina duro antes do almoço para acelerar seu metabolismo durante o dia. Ele também evitou glúten por dois meses, e se abstive totalmente do álcool. Em ambos os ciclistas a perda de peso foi gradual ao longo de um período de vários meses, sem nunca perder muito peso rapidamente.
Houve relatos na imprensa de que Wiggins tinha uma gordura corporal de 4% durante o Tour e que este percentual não seria incomum para ciclistas de elite do sexo masculino.
Pense sobre as conseqüências
No ciclismo profissional, perder peso é muito importante, especialmente para aqueles que querem subir bem e ganhar um Tour. Qualquer excesso de peso, como a gordura corporal só faz o atleta ficar mais lento.
Diminuir sua massa magra muscular na parte superior do seu corpo também o fará subir mais. Quando as margens entre ganhar e perder são tão pequenas a nível da elite, os ciclistas pro tem que olhar todas as vantagens.
No entanto, enquanto o peso do músculo em excesso na parte superior do corpo de um ciclista é peso morto, é vital em outros esportes. Então, se você gosta de correr, nadar ou praticar esportes de equipe, bem como a prática do ciclismo, não adianta apenas perder peso, você terá que perder massa muscular, ou você vai notar uma queda em seu desempenho. Porém cuidado, se você perder gordura corporal demais, sua saúde será afetada.
A perda de peso exige uma análise cuidadosa e não deve ser feito por um capricho. Lembre-se de atletas de elite como Wiggins irá trabalhar com alguns dos melhores cientistas do esporte no mundo para fazer essas mudanças em seu corpo.
O que posso fazer?
Se você está pensando em mudar sua composição corporal pergunte a si mesmo "é a minha composição corporal realmente que me impede de alcançar meus objetivos?" Se você estiver com sobrepeso, este é provavelmente um sintoma de má nutrição, procure um nutricionista ou um nutrólogo para fazer alguma dieta especifica para você.
Para aqueles que gostam de apreciar o off-season, tomando algumas cervejas e mastigando alguns doces, é provável que a sua gordura corporal vá aumentar. Um pequeno aumento na gordura corporal é bom e saudável durante o Outono ou período entre temporadas - afinal, seu corpo e mente precisa de um descanso. No entanto, se você levá-la demasiado longe, você vai ter que voltar em forma em algum momento e isso não é fácil.
A grande variação no peso corporal pode ter um impacto negativo. Uma abordagem mais controlada para perder peso é uma idéia melhor. Diminuir a ingestão de 500 calorias por dia pode levar a perda de 500 gramas de peso em apenas uma semana. Dica: Em primeiro lugar, perca calorias em fontes pobres, tais como:
1. Álcool
2. Gordura saturada
3. Os açúcares simples
4. Outras gorduras
5. Carboidratos
6. Proteína
Feito lentamente, essa diminuição calórica terá menos efeito sobre a sua formação corporal. No entanto, cortar calorias por muito tempo o seu corpo pode começar a sofrer.
Ciclistas Pro que passaram por um programa de emagrecimento
Jan Ullrich: Ganhou o Tour de France em 1997, e Vuelta Espana em 1999 e contra o relógio olímpico em 2000.
Lance Armstrong: Em 1996 Lance Armstrong venceu o Tour de Françe e o mundial da UCI. Pós-câncer o despojado Armstrong foi o vencedor geral do Tour de France por sete vezes consecutivas.
Bradley Wiggins: No Tour de France 2009, um leve Wiggins foi uma proposta diferente nas montanhas, terminando em quarto geral.
Por Dr. Kevin Currell, Triathlon Plus / Materia Bike Radar / Adaptação ao português - Marcos Silveira

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aspectos Relacionados à Fadiga Durante o Ciclismo: Uma Abordagem Biomecânica

RESUMO
A fadiga muscular pode ser definida como a incapacidade funcional na manutenção de um nível esperado
de força. As competições de ciclismo, especialmente provas de estrada, apresentam como característica
longa duração e altas intensidades. Tais características resultam na instauração do processo de fadiga,
que pode estar associado a mecanismos e fatores metabólicos que afetam os músculos (fadiga periférica)
e o sistema nervoso central (fadiga central). O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão sobre aspectos
relacionados com as mudanças na técnica de pedalada e na atividade elétrica dos músculos envolvidos
nesse movimento durante o processo de fadiga. Alguns desses aspectos têm sido reportados na literatura e
podem ter repercussão na (1) magnitude, direção e sentido de aplicação das forças no pedal; no (2) padrão
de ativação muscular; na (3) geração de força e, conseqüentemente, no (4) desempenho do ciclista. No
entanto, poucos estudos associam a fadiga muscular ao comportamento das forças aplicadas no pedal e ao
padrão da ativação muscular. Os resultados dos estudos revisados demonstram a incapacidade dos ciclistas
em manter a força desejada, perda da técnica de pedalada e mudança nos padrões de ativação elétrica sob
condições de fadiga.
Palavras-chave: fadiga, biomecânica, desempenho, ciclismo.
Artigo cientifíco
muito interessante...
http://www.scielo.br/pdf/rbme/v14n5/14.pdf

HIDRATAÇÃO PARA DIAS QUENTES


O calor está aí e uma boa hidratação será um dos principais determinantes da perfomance de cada atleta ou biker que está pedalando no calor intenso. É fato que apenas 2% de desidratação do peso total do corpo atrapalha a performance. A desidratação pode causar super aquecimento e colapso do sistema circulatório. Juntamente com a perda de água no suor se perde também eletrólitos, que são importantes para contração e relaxamento muscular. Para entender a desidratação é importante saber o que causa a sede. A sede depende de dois fatores: o volume de sangue do seu corpo e a concentração de eletrólitos no seu sangue. Quando você perde fluídos durante o exercício através do suor seu volume de sangue diminui e isso resulta num aumento da concentração de eletrólitos no seu sangue, o que estimula a sede. Beber apenas água em competições ou exercícios que duram menos de 1 hora não tem problema, mas quando se bebe apenas água, você satisfaz a sua sede antes de ter consumido fluídos suficientes para retornar o volume de sangue e a concentração de eletrólitos para níveis normais. Hidratação com apenas água para eventos de mais de 4 horas pode causar HIPONATREMIA, ou “intoxicação por água”. Isso é o resultado de uma diluição do sódio no sangue por causa do aumento do volume de sangue e a perda do sódio excessivo durante o suor. Estudos mostram que o nosso corpo absorve mais fluídos quando adicionamos eletrólitos tais como sódio na água. Em um estudo alguns voluntários beberam apenas água e outros beberam água com sódio após exercícios que causaram uma desidratação de 2-3% do peso do corpo. Os voluntários que beberam apenas água restabeleceram 68% dos fluídos que haviam perdido e os voluntários que beberam água e sódio restauraram 82% dos fluídos que haviam perdido. Porque essa diferença? Os voluntários que beberam apenas água satisfizeram a sede deles mais rápido por dois motivos: quando eles ingeriram água isso causou um crescimento no volume de sangue eliminando o elemento de sede relacionado ao volume de sangue. O outro motivo é que apenas água dilui sódio no sangue, resultando numa diminuição da concentração de sódio em apenas 15min. Neste caso, o corpo “fecha” a sede para manter uma concentração de sódio saudável não deixando a propagação da diluição de sódio. Já nos voluntários que beberam a solução de sódio e água a concentração de sódio se manteve alta no sangue desses voluntários. A adição de sódio na água ajudou a manter o fator de dependência do sal do mecanismo de sede, fazendo com que os voluntários continuassem bebendo. Isso levou a um restauração de fluidos do corpo completa. Então como você sabe que o seu sports drink (gatorade, aceelerade, marathon) é uma boa bebida de hidratação? Para um sports drink ser efetivo no combate a desidratação, ele tem que conter 75 miligramas de sódio para cada 250ml de líquido. Essa pequena quantidade de sódio no sports drink ajuda a manter o equilíbrio de fluídos e eletrólitos do corpo. Em resumo, recomendo que os atletas passem a ingerir mais sports drink para não terem maiores problemas, mesmo que o evento seja curto (menos de 1hr). Se o evento for curto, tente beber um sports drink 45 min antes da competição para ter garantia de que seu volume de sangue e níveis de eletrólitos (sais) esteja saudável para competição. Daqui pra frente o clima só esquenta e quem vacilar com hidratação vai pagar um preço bem caro na competição principal ou no pedal de fim de semana.
Por: Hugo Pradoneto

DICAS DE TREINAMENTO PARA CICLISTAS

Espero que alguma vez você tenha tido um treinador que marcou positivamente a sua vida. Essa pessoa pode ter sido seu técnico de basquete no primário ou seu técnico de futebol no ginásio, e a partir desse dia, quando você pensa nele você sorri. Talvez você não tenha percebido como a importância dessa pessoa, mas que alguma vez você tenha tido a chance de refletir e descobrir a grande influencia que ela teve na sua vida. Foi ela quem ajudou a modelar quem você é e provavelmente te ensinou muitas lições importantes. Esse técnico provavelmente teve também um treinador na sua vida atlética que deu a ele as ferramentas que o transformou num atleta de sucesso, do mesmo jeito que o seu treinador passa para você hoje!
A idéia geral é que um treinador é apenas uma pessoa que treina os atletas, ou organiza estratégias de jogo para um time em uma partida de um jogo. Essa definição é muito limitada. Um bom treinador deve ser melhor que isso. Deve ajudar seus atletas a melhorar seus desempenhos de maneira individualizada.
Bons técnicos devem comunicar freqüentemente com seus atletas, além disso, deve ser claro, possuírem competência e confiança. Devem ajudar as pessoas a olharem para dentro de si e a alcançar seus objetivos, que às vezes parecem impossíveis de serem concretizados sozinhos. Por isso o técnico deve ter a capacidade de lidar com a pessoa num nível mental e individual, procurando captar suas principais necessidades.. É injusto esperar que todos atletas respondam de uma maneira idêntica a um treino, e que um atleta responda do mesmo jeito todo o tempo. Só porque uma técnica funcionou uma vez não significa que ela sempre funcionará. Treinadores devem ser capazes de se adaptar para cada indivíduo e para cada situação.
Um provérbio chinês diz que um professor pode abrir uma porta, mas o aluno tem que passar por ela sozinho. Treinar envolve um princípio similar. O técnico dá as ferramentas para o atleta e este deve colocar a sabedoria em ação e tomar a decisão de se tornar um atleta melhor. Mas um técnico não dá a confiança que o atleta precisa. Esta é adquirida pelo atleta através de experiências vividas juntamente com o seu técnico. A media que o treino evolui, eles poderão olhar para frente e visualizar os próximos desafios com o conhecimento adquirido durante a jornada de treino. Esse conhecimento dá a eles a certeza que são capazes de conquistarem com sucesso os obstáculos.
Escute os professores da sua vida e tire vantagens das oportunidades de aprender. Com esse processo você vai desenvolver a capacidade de adquirir o conhecimento e as técnicas para melhorar seu desempenho e atingir seus objetivos.
ENVOLVENDO O TREINO FISCO COM O MENTAL
Na metade de dezembro quando decolei para do Colorado Springs e fui para Austin- Texas onde passei alguns dias com Lance Armstrong. Nesse período ele decidiu seu plano e objetivo para a temporada de corrida do ano seguinte. Os dias em que passo com Lance são muito valiosos, pois discutimos seus objetivos e suas estratégias. Esse é um processo mental que vai semear seus desejos e dedicação para seu treino e calendário e corrida de 1999.
Minha jornada como treinador do Lance fez com que eu percebesse a importância de todos os atletas profissionais se submeterem a um treinamento mental. Por passar uma parte da minha vida sendo ciclista, treinador e administrador eu já vi atletas se tornarem campeões olímpicos e outros com o mesmo talento nunca alcançarem seu potencial atlético. Por Quê? Eu acredito que este atleta nunca envolveu os vários aspectos mentais necessários para obter sucesso nos programas de treinamento físico.
Encorajar os atletas a perceberem a conquista de seus próprios sucessos não é sempre fácil. O processo mental deve ser integrado com os treinos que modelam seus corpos e as técnicas que melhoram suas habilidades que os guiam para a vitória. Isso é profundo, HOLISTIC APPROACH que não separa o mental dos fatores físicos do sucesso, mas preferencialmente mescla os dois no dia a dia do treino.
DESEJO
O sucesso começa com o desejo que o dirige para alcançar seus sonhos. Lance desejou a camisa amarela do Tour de France, mas antes dele começar a lutar por ela, ele usou sua habilidade presente para alcançar seus sonhos. Gosto que meus atletas perguntem a eles mesmos: “Com relação aonde quer chegar, aonde estou? Quando você responder isso, imagine o lado de fora da caixa. Imagine o resultado final, para seguir com determinação a rotina diária dos treinos.
‘’Fazer a análise’’ significa que você precisa examinar suas atividades de uma perspectiva diferente. Por exemplo; eu já tive atletas que me disseram algo assim “Há dois anos eu só fiz longos, SLOWMILES nessa época do ano eu estava voando, mas agora eu não consigo sair da frente do meu próprio caminho”. Ou algo parecido. Esses atletas não estão pedalando fraco simplesmente porque estão pedalando longo, SLOW MILES. Eles caíram na rotina fazendo a mesma coisa ano após ano. Eles acham que porque uma rotina de treinamento funcionou uma vez vai funcionar sempre, mas não é bem assim. Muitos fatores interferem no nosso desempenho físico e mental. Então o que os atletas devem fazer? Devem abolir esse jeito normal que estavam treinando antes. Precisam de novas perspectivas e analisar onde querem chegar. Quando chegar a essas conclusões uma nova visão de treino vai aparecer. Atletas têm que perceber que os novos fatores devem ser considerados à medida que se evolui no treinamento, e também devem estar sempre abertos para novas formas de treino, se esperam continuar fazendo sucesso.
FAÇA AS SUAS PRÓPRIAS REGRAS
O desempenho nos esportes de resistência não é uma ciência. Não existe um livro de receitas para alcançar o sucesso. Não pense que se você seguir passos “a”, “b” e “c”, você se tornará um campeão mundial. Infelizmente não existe esse tipo e sorte. Somos individuais e somos regidos por diferentes regras que modelam nossos corpos e nos motiva. Não há apenas um único caminho para fazer uma coisa. Ë você que faz seu caminho, escolhendo o que você acha certo e excluindo o que você acha errado. No início de 1998 parecia que Lance ia limitar sua participação nas corridas, e em provas que duravam muitos dias ou semanas. Naquela época parecia ter alguma razão física que explicava a falta de sucesso nas corridas. Ele trabalhou com seu time de conselheiros, incluindo o gerente do time U.S Postal Service, Jim Ochowicz, e eu para desenvolver uma nova estratégia de corrida.
Nós mudamos as regras de como o Lance ia “jogar”. Durante Março e Abril, Lance competiu um pouco menos de 12 corridas. Esse não era THE TRIED-AND-TRUE APPROACH, mas na sua primeira corrida na Europa ele venceu. Lance fez suas próprias regras e correu com mais sucesso que jamais tinha corrido. Antes de você correr atrás do seu desejo, você deve saber exatamente o que eles são e onde você está em relação a eles. Você também deve ter coragem de fazer suas próprias regras e não se deixar ser governado por limitações pré-estabelecidas por você mesmo.


Por Chris Carmichael – técnico de Lance ArmstrongParte 1 TREINANDOIntrodução para o treinamento

domingo, 14 de fevereiro de 2010

MUSCULAÇÃO PARA CICLISTAS

MUSCULAÇÃO PARA CICLISTAS
Muitos ciclistas ainda duvidam da eficácia da musculação no treinamento. Por muito tempo se acreditou que a musculação traria mais prejuízos que benefícios para nós, ciclistas. Entretanto, com o avanço das pesquisas na área de fisiologia do esporte, hoje o treinamento com pesos é visto com outros olhos.
Atletas da elite do ciclismo mundial fazem uso da musculação como uma forma de preparação e reforço dos músculos no início da temporada. Em especial aqueles ciclistas que vivem no hemisfério norte, onde o inverno é rigoroso e o treino de estrada é impraticável.
É preciso deixar bem claro que o objetivo de um ciclista não é o mesmo que de um fisiculturista que quer ganhar grande volume de massa muscular. Para o ciclista - e também o triatleta e o mountain biker - o importante é construir fibras musculares com boa qualidade para agüentar os treinamentos e as provas durante o ano todo.
Um ciclista muito musculoso é um ciclista pesado e vai ter mais trabalho nas subidas. É importante observar que um ciclista não deve ter uma área frontal - tórax e braços - muito desenvolvida, para ser mais aerodinâmico. Quanto mais longilíneo, melhor.
MELHORES FIBRAS
Ainda não há estudos que digam com precisão o quanto um ciclista pode melhorar com a musculação, mas uma coisa é certa: quando bem dosada a musculação somente trará benefícios ao atleta do ciclismo. Alguns autores norte-americanos afirmam que um ciclista, quando bem orientado no treino de musculação, pode ter uma melhora de até 10% em sua performance. Nada mal!
Wilson Germano (foto), ciclista, professor de Educação Física, fisioterapeuta e introdutor do Ciclismo Indoor no Brasil, aconselha: "Ciclistas já têm um trabalho contínuo em cima da bike. O estímulo para os membros inferiores é diário". Germano afirma que um bom trabalho de musculação voltado para cicistas deve procurar melhorar a qualidade das fibras musculares e ao mesmo tempo aumentar a resistência muscular localizada para suportar um grande volume de treinos e as provas mais duras.
"É impossível separar o corpo", afirma. O programa de musculação não deve negligenciar os membros superiores, afinal braços, abdômen, lombar e ombros, são responsáveis pela sutentação do biker sobre a bicicleta.
Se no hemisfério norte os ciclistas se preparam na academia durante o inverno, no Brasil a situação é semelhante. Do final de novembro, até meados de fevereiro e início de março, as competições são bem escassas e um ciclista esperto pode aproveitar estes meses para se dedicar à musculação. "Um atleta de ponta pode fazer uma pré-temporada de musculação e, mais tarde, no meio da temporada, se estiver ocorrendo uma fadiga na musculatura, ele pode fazer novamente o trabalho de musculação. Vai do calendário de cada atleta".
Atletas iniciantes podem fazer musculação o ano todo, sempre com muito critério e tendo em mente que exercícios com peso na academia servem para melhorar a qualidade das fibras musculares. Seu objetivo é ser um ciclista melhor e não hipertrofiar músculos para a satisfação de seu professor. O ciclista deve ter manter sempre o foco no ciclismo como objetivo principal.
ALONGAMENTOS
Um fato que muitos ciclistas que treinam musculação reclamam é a sensação de "enrijecimento" da musculatura. Normalmente esta sensação é sintoma da falta de alongamentos adequados. Procure seguir as dicas do seu professor e faça sistematicamente os exercícios de alongamentos recomendados. "Não adianta simplesmente fortalecer e dar resistência à musculatura. A musculatura, quanto mais alongada, mais aporte sanguíneo vai proporcionar ao músculos. E, quanto mais encurtada, mais suscetível a lesões."
MUSCULAÇÃO
A indicação do treino de musculação começa com uma conversa onde o futuro aluno vai expor suas necessidades ao professor. Um treino de musculação para um ciclista escalador da elite é diferente de um treino destinado a um piloto de BMX. Só para exemplificar: um piloto de BMX precisa de um treino específico para uma competição que dura em média 1min40s e que é de grande explosão. Já um ciclista escalador vai competir em provas que chegam a durar seis horas e atravessam altas montanhas.
O segundo passo é indispensável: uma boa avaliação física que vai coletar os seguintes dados: VO2 Max do aluno, contração muscular, qualidade da fibra muscular, percentual de gordura, índice de alongamento etc. Germano aconselha que se faça uma outra avaliação física após três meses de trabalho de musculação para uma reavaliação do aluno.
Com os dados da avaliação na mão é hora de ir para a sala de musculação e determinar a quantidade de exercícios. Para isso, o aluno é submetido a um teste de carga máxima que vai determinar a carga (os pesos) e o número de repetições dos vários exercícios.
Como o objetivo é melhorar a qualidade das fibras musculares e aumentar a resitência muscular Wilson Germano recomenda um número maior de repetições e uma carga de trabalho por volta de 60-65 % da carga máxima suportada pelo aluno. "Eu recomendaria de 4 a 5 séries com 15 a 20 repetições para cada exercício".
GRUPOS MUSCULARES
Obviamente, ciclistas usam principalmente os músculos dos membros inferiores para fonte de tração. Desses, os quadríceps, são os mais exigidos em uma pedalada. Os quadríceps (quadri = quatro e ceps = cabeça) são formados por quatro músculos: vasto medial, vasto lateral, vasto intermédio e reto femural.
Os quadríceps fazem a extensão do joelho e são responsáveis pela fase de aceleração da pedalada [quando empurramos o pedal para baixo]. Isso representa cerca de 39% do trabalho total do ciclo do pedal. Os extensores do quadril, que também ajudam na fase de aceleração, representam 27,7% do trabalho total do ciclo do pedal. Os músculos flexores do tornozelo e do joelho representam 20 e 10%, respectivamente, do trabalho da pedalada.
São estes músculos que terão maior atenção no trabalho de musculação, sem esquecermos do tronco e dos membros superiores: lombar, abdômen, braços e ombros.
AGRADECIMENTOS:
Professor Wilson Germano e Fernando Rodrigo Salles
bikemagazine.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Trans Andes Challenge termina na Argentina


Dupla mista brasileira vence na categoria Over 60

San Martín de los Andes (ARG) - Após seis dias de ultramaratona de mountain bike, 442 quilômetros e 11.256 metros de ascensão, a Trans Andes Challenge chegou ao fim neste sábado. A largada foi em Pucón, no Chile, a linha de chegada estava na margem do Lago Nonthué, na cidade de San Martín de los Andes, na Argentina. A equipe Brasil Soul MTB, representada por Mário Roma e Adriana Nascimento, ficou na primeira posição da categoria Dupla Mista Over 60.
A dupla Brasil Soul Brothers, com Ulisses Valarelli e Marcelo Sampaio, concluíram na terceira posição da Open Man. Os outros atletas brasileiros que completaram o desafio foram: Rafael Feijo, Tiago Abati, Guilherme Wilhelms, Silvio Ferrari, Raquel Contijo, Sara Andrade, Marcs Gimarães, Alfio Junior, Robert Shaver e Margarida Borges, cada um cumprindo com seus objetivos pessoais.
A Trans Andes Challenge começou com um percurso de 65 quilômetros e 1.276 metros de ascensão, debaixo de sol e 40ºC no seco verão chileno, até as termas de Menetué. O segundo dia foi o mais longo, somando 105 quilômetros e uma ascensão acumulada de 2050 metros, chegando a Coñaripe, em outro dia muito quente e técnico.
A terceira etapa fez um laço de 57,5 quilômetros e 1.512 metros de ascensão, partindo e retornando das Termas de Coñaripe. O destaque do dia foi o dowhill final, bastante técnico e com vista para três vulcões e cachoeiras. No quarto dia, houve um corte de 20 quilômetros, deixando o trecho cronometrado com 55 até o Parque de Huilo-Huilo, e 1.500 metros de subidas. A chuva que caiu durante a prova amenizou um pouco o calor.
O quinto dia foi mais uma vez em formato de laço, partindo e chegando ao Parque de Huilo-Huilo, após 68,5 quilômetros e 2.415 metros de ascensão. Foi um dia tumultuado por causa das marcações no percurso que confundiram a maioria dos atletas, além da chuva fria que caiu durante o percurso duríssimo.
Para fechar com chave-de-ouro, a sexta etapa foi considerada a mais bela da Trans Andes Challenge, passando por neve a 1.400 metros de altitude. O pelotão largou de Huilo-Huilo e chegou a Nonthué, na Argentina, depois de percorrer 70 quilômetros e 1.680 metros de subidas. O céu azul e o sol conflitavam com o vento gelado. Porém, ao cruzar a linha de chegada, todos se aqueceram com a felicidade de concluir este desafio épico.
Gazeta Adventure